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quinta-feira, 26 de junho de 2014

A ATUAÇÃO DO PSICOPEDAGOGO INSTITUCIONAL: PROMOVENDO A APRENDIZAGEM EM CONTEXTOS DIVERSIFICADOS

DESAFIO PROFISSIONAL









INTRODUÇÃO

O seguinte trabalho propõe estabelecer os diversos campos de atuação do psicopedagogo, esclarecendo que este não se restringe só às escola e crianças, podendo abranger as universidades, empresas, hospitais e outros.
Serão abordadas algumas propostas de atuação psicopedagógica, explicando um pouco, a importância dessa assistência aos indivíduos que precisam de intervenção.


AS DIVERSAS POSSIBILIDADES DE CAMPO DE ATUAÇÃO DO PSICOPEDAGOGO

A psicopedagogia é uma ciência que trata do fracasso escolar desde os primeiros anos de alfabetização se estendendo por todo o processo de vida do sujeito que segue sempre aprendendo, formalmente ou informalmente sobre conhecimentos escolares vivências e experiências.
O trabalho psicopedagógico abrange vários campos de atuação, buscando sempre prevenir e amenizar a dificuldade de aprendizagem diagnosticada no indivíduo que demanda por conhecimento sem, porém, ter muitos obstáculos para chegar até ele.
Normalmente, a visão que se tem do trabalho psicopedagógico é que só acontece em instituições escolares e com crianças. Mas, na verdade o psicopedagogo pode atuar também em universidades, hospitais e até mesmo em empresas, no sentido de, por exemplo, adaptar para o trabalho.
As escolas, certamente, necessitam de um acompanhamento minucioso de seus alunos para prevenir que estes fracassem em suas aprendizagens, mas para que isso não fique só na ideologia, se tem a necessidade de uma atuação psicopedagógica constante dentro das instituições de ensino.
É no período de alfabetização que se detectam as primeiras dificuldades e os transtornos que atingem muitas crianças. A dislexia, por exemplo, é melhor diagnosticada quando o aluno começa a aprender a ler e compreender o texto lido. Descoberto a dificuldade ou o problema, o psicopedagogo tem a função, então, de fazer com que o aluno aprenda o máximo possível sem maiores dificuldades. Por esse motivo é tão relevante o trabalho psicopedagógico, por evitar que a criança cresça com um sentimento de incapacidade, podendo torna-la um adulto com séries problemas.
Outro campo de atuação é o universitário. Diversos acadêmicos chegam nas universidades, depois de um longo processo seletivo, que foi cobrado, por todos ao seu redor e por eles mesmos, um bom  resultado. Todo esse desgaste aliado a uma maturidade precoce é a aprendizagens diversas encontradas ao ingressarem no mundo acadêmico podem constituir agravantes para a saúde mental desses indivíduos.
Além disso, alguns cursos superiores como o de Medicina exigem um tempo maior de dedicação, principalmente os residentes. Então, por causa da sobrecarga, ausência de amigos e familiares, a chance de terem estresse, depressão ou outros, é bem maior.
No entanto, isso tem sido revisto e intervenções estão sendo propostas a fim de diminuir o risco de fracasso no processo de formação acadêmica. Algumas universidades buscam um apoio psicopedagógico, oferecendo assistência aos alunos que precisam de ajuda. Mas, apesar dos avanços, pouco ainda se tem feito para amenizar os problemas encontrados.
Outra possibilidade de trabalho é em empresas, com funcionários que necessitam de tempo especial para aprender sobre o que irá exercer em sua área de trabalho. Os casos mais específicos de pessoas que precisam de assistência psicopedagógica são aqueles que não se desenvolveram bem ao longo do processo escolar e talvez por isso enfrentam uma defasagem intelectual e falta de um maior conhecimento técnico e científico, que poderá impedir a progressão na carreira, ou ainda aquelee portadoras de deficiência que demandam um tempo maior para a adaptação.
Dentro da empresa o psicopedagogo, como aponta Crespo, Covre e Macedo (2012, p. 271),
irá apresentar questões, formular um diagnóstico da situação e elaborar propostas para solução de problemas, conflitos e crises envolvendo processos de aprendizagem, procurando perceber o contexto de forma abrangente. Poderá, também, auxiliar na superação das dificuldades de relacionamento entre os diversos grupos, calcadas na falta de informação e no preconceito, levando à melhoria do ambiente organizacional.

Em relação à psicopedagogia hospitalar é necessário que o profissional tenha clareza que o seu papel é reduzir, primeiramente, o sofrimento do paciente em questão, para que ele recupere sua autoestima, diminua seus medos e tenha uma qualidade de vida melhor o possível.
Este campo de atuação exige muita dedicação ao ter que acompanhar toda a rotina do hospital e encaixar suas intervenções em um horário que respeite o funcionamento hospitalar e a comodidade dos pacientes.
Uma dificuldade encontrada pelo psicopedagogo dentro dos hospitais é a interação com os outros funcionários, que precisam ajudar no processo de recuperação integral para torna-la menos angustiante, tranquilizando sempre suas inquietações, já que o medo de permanecer ali por muito tempo e talvez nem sair é constante.
Assim, diante de tudo que foi apresentado, fica clara a necessidade do psicopedagogo, não só no ambiente escolar, mas em muitos outros lugares onde demanda o aprender, considerando sempre o bem estar dos indivíduos.


CONCLUSÃO

Concluindo, percebe-se que o psicopedagogo tem um leque de escolhas profissionais para sua atuação dentro da área psicopedagógica e, além disso, poderá direcionar seu trabalho para qualquer uma das faixas etárias de vida.
Apesar da abrangência de sua atuação, poucas escolas, universidades, empresas, hospitais e outros, têm profissionais nessa área para ajudar na aprendizagem dos sujeitos, prevenindo e amenizando o seu fracasso.












REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CAPRETZ, Nancy Capretz Batista da. Problemas e Distúrbios da Aprendizagem. Valinhos: Anhanguera Educacional, 2013. p. 1-68. Disponível em: <http:// www.anhanguera.com>. Acesso em: 10 fev. 2014.
CRESPO, M. R.; COVRE, P.; MACEDO, E. C. Novos parâmetros da sociedade inclusiva: uma oportunidade de atuação para a Psicopedagogia Institucional no ambiente corporativo. Revista Psicopedagogia, São Paulo, v. 29, n. 89, p. 269-272, 2012. Dispo-nível em: <http://pepsic.bvsalud.org/pdf/psicoped/v29n89/10.pdf>. Acesso em: 07 mar. 2014.

DALTRO, M. R.; PONDÉ, M. P. Atenção psicopedagógica no ensino superior: Uma experiência inovadora na graduação de Medicina. Construção Psicopedagógica, São Paulo, v. 19, n. 18, p. 104-123, 2011. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/pdf/cp/ v19n18/10.pdf>. Acesso em: 02 mar. 2014.

DAMIANI, Anna Maria Nascimento. Psicopedagogia Institucional. Valinhos: Anhanguera Educacional, 2013. p. 1-52. Disponível em: <http://anhanguera. com>. Acesso em: 20 fev. 2014.

GONÇALVES, Ana Paula Menossi. Avaliação e Intervenção Psicopedagógica Institucional. Valinhos: Anhanguera Educacional, 2013. p. 1-66. Disponível em: <http://www.anhanguera.com>. Acesso em: 14 fev. 2014.











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